A feiura eletrizante em Power Grid

A feiura eletrizante em Power Grid

6 minutos Pense num jogo feio. Ele precisa ter o tabuleiro feio, cartas feias, componentes feios e o dinheirinho de papel igualmente feio, parecido com aquela folha áspera e rosa de papel higiênico de rodoviária. Até aquele carinha desenhado na caixa, que deveria ser o galã do jogo, tem que ser tremendamente feio. Imaginou este jogo? Power Grid! Calma, calma lá! Eu quero justamente explicar para vocês como é que um jogo conseguiu, de tão feio, dar choque (era este o seu objetivo)! Um Continue lendo

E ganharam os jogos…

E ganharam os jogos…

6 minutos Os jogos de tabuleiro são – e assim devem ser! – diversão por excelência, passatempo eficaz, exercício de raciocínio e um lance de sorte. Todos oferecem, conjuntamente, tais aspectos, em maior ou menor grau. Muito antes dos tão decantados euros – que, a exemplo dos alemães, prefiro chamar de “jogos autorais” – eles já existiam. Os mais antigos remontam há mais de 4 mil anos e ainda são atraentes e desafiadores, como o Shen (2100 a. C.), que joguei recentemente e me Continue lendo

10 jogos brasileiros ou Um lugar ao sol

10 jogos brasileiros ou Um lugar ao sol

10 minutos O fato de Cartógrafos (2019), de Jordy Adan, ter sido indicado, com méritos, a um dos mais prestigiados prêmios do mundo dos board games modernos abre um horizonte que já há alguns anos vinha se delineando: a projeção efetiva dos jogos brasileiros. Há tempos que eu queria escrever sobre alguns jogos nacionais… Mas faltava, talvez, estímulo, pois, volta e meia, lia aqui na Ludopedia comentários pouco animadores sobre jogos que, de minha parte, eu tinha jogado e considerado de boa qualidade – Continue lendo

O “A” de quatro jogos

O “A” de quatro jogos

6 minutos O ”A” é a primeira letra de praticamente todos os alfabetos do mundo. É a primeira vogal. É também o mais representativo dos sons em expressões de dor, espanto e alegria. Som fundamental na comunicação dos bebês. Portanto, considerado o som do nascimento das coisas, do alvorecer da vida, como o “i” é o som do amor e da sexualidade, tanto quanto o “u” é o som soturno, sombrio, fantasmagórico, presente em larga escala nas palavras “murmúrio” ou “sussurro”, que, a depender Continue lendo

Tikal ou A aventura na selva

Tikal ou A aventura na selva

9 minutos A arqueologia clássica atinge o seu apogeu no século XX, com as grandes descobertas no Egito, na Grécia, Mesopotâmia, Índia, Oriente Médio, África, Ásia e nas Américas. Dos anos 1920 aos fins da década de 1950 não são poucos os avanços obtidos, bem como os tesouros.  É, aliás, nesse período que vários livros de divulgação científica são publicados e alçam a arqueologia ao patamar de ciência capaz de despertar o gosto e o fascínio de um grupo maior de pessoas, que devoram Continue lendo

Can’t stop ou O cassino portátil

Can’t stop ou O cassino portátil

7 minutos Can’t stop é um jogo antigo, de 1980. Há exatos quarenta anos nos diverte e intriga. Foi concebido pelo notável Sid Sackson, criador de pelo menos três dos jogos mais perenes, que seguem em catálogo, ano após ano, desde a sua primeira edição e que já se tornaram clássicos indiscutíveis: Acquire (1964), Focus (1963) e o próprio Can’t Stop. Reza a lenda que ele possuía quase vinte mil jogos de tabuleiro; que mantinha uma coluna periódica numa revista, na qual comentava os Continue lendo